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	<title>by sobral &#187; Primeira impressão</title>
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	<description>Design, palavras e coisas</description>
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		<title>Fernanda Lima na ISTOÉ gente–28/02/2001</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 01:53:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sobral</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vamos para a segunda capa que me conquistou no mês? Como me é comum, foi pelas prateleiras do supermercado, na fila do caixa. Como na capa analisada no artigo anterior, foi mais pela foto do que pelo design. No entanto, a ISTOÉ Gente da semana passada saiu-se melhor. O braço meio levantado de Fernanda Lima [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2011/02/page_1.jpg"><img style="display: inline;" title="page_1" src="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2011/02/page_1_thumb.jpg" alt="page_1" width="175" height="240" /></a>Vamos para a segunda capa que me conquistou no mês? Como me é comum, foi pelas prateleiras do supermercado, na fila do caixa. Como na capa analisada no <a href="http://www.robsonsobral.com/2011/02/26/primeira-impressao/chico-buarque-na-revista-alfafevereiro-de-2011/" target="_blank">artigo anterior</a>, foi mais pela foto do que pelo design. No entanto, a <a href="http://www.istoegente.com.br/" target="_blank">ISTOÉ Gente</a> da semana passada saiu-se melhor.</p>

<p><a href="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2011/02/isto_e_gente_tercos.jpg"><img style="display: inline;" title="isto_e_gente_tercos" src="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2011/02/isto_e_gente_tercos_thumb.jpg" alt="isto_e_gente_tercos" width="174" height="240" /></a>O braço meio levantado de Fernanda Lima sobre um terço horizontal e o pescoço e coluna sobre um vertical são tão evidentes a ponto de quase serem didáticos. Parecem uma pequena aula da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Rule_of_thirds" target="_blank">Regra dos terços</a>.</p>

<p><a href="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2011/02/isto_e_gente_diagonal_direita.jpg"><img style="display: inline;" title="isto_e_gente_diagonal_direita" src="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2011/02/isto_e_gente_diagonal_direita_thumb.jpg" alt="isto_e_gente_diagonal_direita" width="174" height="240" /></a>As cores sobem de intensidade a partir do canto esquerdo em áreas bem definidas. Embaixo, o vestido escuro, contra a pele dos braços e das costas. No meio, a pele clara e o verde. E, no topo direito, o cabelo quase branco, desaparecendo no céu. Sobre essa perpendicular, os olhos; paralelos a eles, os lábios. Ao invés de preto, que empurraria as cores para o fundo, os textos são de um cinza escuro muito bem escolhido.</p>

<p><a href="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2011/02/isto_e_gente_eixos.jpg"><img style="display: inline;" title="isto_e_gente_eixos" src="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2011/02/isto_e_gente_eixos_thumb.jpg" alt="isto_e_gente_eixos" width="174" height="240" /></a>Os elementos de design se alinham por eixos centrais. Geralmente algo preguiçoso, pelo contrário, foi um alinhamento bem usado aqui. A linha do “t” e o decote do vestido alinhados na vertical são cruzados pelo texto. Oposto à principal caixa de texto, atenção para o crédito ao <a href="http://www.aledesouza.com/" target="_blank">fotógrafo</a> com um relativo destaque, à direita. Dá até vontade de pesquisar seu trabalho.</p>

<p><a href="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2011/02/isto_e_gente_cantos_arredondados.jpg"><img style="display: inline;" title="isto_e_gente_cantos_arredondados" src="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2011/02/isto_e_gente_cantos_arredondados_thumb.jpg" alt="isto_e_gente_cantos_arredondados" width="174" height="240" /></a>Até os cantos arredondados da caixa de texto e da caixa do código de barras, não sei se conscientemente ou num acaso feliz, rimam quase que exatos com a curva inferior do “t”, o que os livra de seus raios parecerem arbitrários.</p>

<p><a href="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2011/02/isto_e_gente_problemas.jpg"><img style="display: inline;" title="isto_e_gente_problemas" src="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2011/02/isto_e_gente_problemas_thumb.jpg" alt="isto_e_gente_problemas" width="174" height="240" /></a>Por poucos que sejam, alguns problemas estão lá. A sombra projetada no texto central se perdoa pela harmonia com as cores e pelo bom posicionamento do próprio texto. Já na caixa do lado direito, parece uma solução preguiçosa para ganhar contraste contra o cabelo, como foi feito <a title="Chico Buarque na Capa da Revista Alfa" href="http://www.robsonsobral.com/2011/02/26/primeira-impressao/chico-buarque-na-revista-alfafevereiro-de-2011/" target="_blank">na capa da Revista Alfa</a>. E apesar das aspas terem sido corretamente alinhadas por fora no texto principal, elas não o foram nas caixas de texto secundárias. Um deslize daqueles para irritar o designer depois do trabalho pronto. Apesar desses incômodos, ainda é uma ótima capa.</p>
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		<title>Chico Buarque na Revista Alfa–fevereiro de 2011</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Feb 2011 16:31:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sobral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Primeira impressão]]></category>
		<category><![CDATA[alfa]]></category>
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		<description><![CDATA[Nesse mês, duas capas me chamaram a atenção. Ambas por suas fotografias, visto que seu design não sobrevive a uma análise mais longa. Falemos da primeira. Sou fã de Chico Buarque desde adolescente, apesar de meu gosto musical estar forrado essencialmente por rock e metal. Sinto orgulho de contar que fui a um show da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2011/02/capa-chico-buarque1.jpg"><img title="capa-chico-buarque" src="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2011/02/capa-chico-buarque_thumb1.jpg" alt="capa-chico-buarque" width="184" height="240" /></a>Nesse mês, duas capas me chamaram a atenção. Ambas por suas fotografias, visto que seu design não sobrevive a uma análise mais longa. Falemos da primeira.</p>

<p>Sou fã de <strong>Chico Buarque</strong> desde adolescente, apesar de meu gosto musical estar forrado essencialmente por rock e metal. Sinto orgulho de contar que fui a um show da turnê do álbum <em>Carioca</em>, em 2006, de bandana na cabeça e vestido numa camiseta da banda progressiva sueca <a href="http://www.painofsalvation.com/" target="_blank">Pain of Salvation</a>. Sou fã, mesmo! Dias atrás, estacionei em frente a banca, saí do carro e, encarando meu caminho, estavam o <a href="http://www.chicobuarque.com.br/" target="_blank">Chico</a> numa excelente fotografia e as palavras “disco novo”: comprei a revista, curioso!</p>

<p><a href="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2011/02/capa-chico-buarque_tercos1.jpg"><img title="capa-chico-buarque_tercos" src="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2011/02/capa-chico-buarque_tercos_thumb1.jpg" alt="capa-chico-buarque_tercos" width="184" height="240" /></a>Nunca havia lido uma <a href="http://revistaalfa.com.br/" target="_blank"><strong>Revista Alfa</strong></a> antes. Sabia de seu lançamento, mas não havia me interessado por conferí-la até essa edição. Mantendo-me do lado de fora da revista e do meu gosto musical, falemos da foto, da capa. A luz vinda pela direita revela a idade do retratado e confere-lhe um ar de dignidade, de respeito muito forte. A imagem se equilibra muito bem sobre seus terços. O nariz, enorme, marcado pela textura dos anos, repousa sobre o primeiro terço vertical, enquanto o pescoço gira no eixo do segundo. As sobrancelhas pesadas estão logo  acima do terço horizontal superior. Para chamar mais atenção do que isso, apenas se estivesse invertida.</p>

<p><a href="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2011/02/capa-chico-buarque_diagonal_esquerda1.jpg"><img title="capa-chico-buarque_diagonal_esquerda" src="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2011/02/capa-chico-buarque_diagonal_esquerda_thumb1.jpg" alt="capa-chico-buarque_diagonal_esquerda" width="184" height="240" /></a>Em busca de detalhes de composição mais complexos, percebe-se que as áreas mais interessantes do rosto são bem divididas pela diagonal esquerda e suas perpendiculares. Infelizmente, os detalhes belos acabam na fotografia. A conexão das caixas de texto pelas perpendiculares da diagonal é apenas casual em alguns casos e caótica no resto.</p>

<p><a href="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2011/02/capa-chico-buarque_quadrados1.jpg"><img title="capa-chico-buarque_quadrados" src="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2011/02/capa-chico-buarque_quadrados_thumb1.jpg" alt="capa-chico-buarque_quadrados" width="184" height="240" /></a>Ainda que o logo se apoie perfeitamente sobre o quadrado inferior, demonstrando um belo detalhe no projeto da revista, e enquanto o quadrado superior alinha os ombros do Chico, há várias incoerências nas escolhas do design para essa capa.</p>

<p><a href="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2011/02/capa-chico-buarque_problemas1.jpg"><img title="capa-chico-buarque_problemas" src="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2011/02/capa-chico-buarque_problemas_thumb1.jpg" alt="capa-chico-buarque_problemas" width="184" height="240" /></a>O primeiro detalhe estranho é a chamada “exclusivo” à esquerda, numa fonte completamente diferente de todo o resto da capa. Pior, diferente da palavra “estilo”, numa cor também diferente de todas as outras palavras, que tem um papel análogo, logo abaixo. Para acentuar a desarmonia, as caixas da esquerda estão desalinhadas pelos marcadores da de baixo. E, numa solução redundante para agrupar os itens da seção, já agrupados pelos marcadores, usou-se uma caixa cinza. No topo, à direita, os nomes das atrizes do filme Black Swan surgem com sombra projetada rígida para manter a leitura de parte do texto sobre o cabelo grisalho: novamente, em desacordo com todo o resto.</p>

<p>A foto e meu fanatismo pelo Chico levaram-me a comprar a revista. Pena que um <a title="Pode ir lá e conferir! É realmente muito bom!" href="http://revistaalfa.abril.com.br/fotos/cultura-e-sociedade/musica/a-volta-do-malandro-album-de-fotos/" target="_blank">ensaio excelente</a>, disponível no site da revista, não tenha ganhado um esmero maior no design da capa.</p>

<p class="ps"><small><abbr title="Post-scriptum">P.S.</abbr>: Ah, a entrevista é boa! Não li o resto da revista.</small></p>
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		<title>A capa especial de Cleo Pires na Playboy</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Aug 2010 20:09:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sobral</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cleo pires]]></category>
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		<category><![CDATA[playboy]]></category>

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		<description><![CDATA[Análise da composição da capa da Playboy de Cleo Pires.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de mais nada, deixe-me confessar: sim, eu estava louco para a ver a <strong>Cleo Pires</strong> na <em>Playboy</em>. Sua beleza se destaca. Traços fortes, marcados como é incomum em rostos femininos, mas ainda assim muito sensuais.</p>

<p><a href="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2010/08/PB423CAPAalternativa.jpg"><img title="A capa alternativa" src="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2010/08/PB423CAPAalternativa_thumb.jpg" alt="A capa alternativa" width="182" height="240" /></a><a href="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2010/08/PB423CAPA.jpg"><img title="A capa oficial" src="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2010/08/PB423CAPA_thumb.jpg" alt="A capa oficial" width="182" height="240" /></a>Eis então que a Playboy resolve publicar dois ensaios principais na mesma edição. Ainda mais, fez dez por cento da tiragem com uma capa fora do seu padrão esperado. Uma foto de <a title="Site de Jacques Dequecker" href="http://www.jacquesdequeker.com/" target="_blank">Jacques Dequeker</a>, autor do primeiro ensaio, preta e branca, fosca, com tipos revestidos em vermelho.</p>

<p><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-419" title="O revestimento sobre o texto" src="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2010/08/DSC09562_for_web-96x96.jpg" alt="recorte da capa" width="96" height="96" />Linda! Linda, mesmo! Chamaram-na de “estilo oitentista”, “estilo mulherão”, mas chamo de objetiva! Só as formas do corpo de Cleo, definidas pela luz. Nada mais.</p>

<p>Corri atrás de uma! Qual minha surpresa quando descobri que nas bancas com ambas as capas, a branca não saía:</p>

<p>– Linda essa capa, não?</p>

<p>– É diferente – diz a balconista meio sem graça. – Sei que eu não vendi nenhuma.</p>

<p>– A revista não tem saído?</p>

<p>– Tem, sim! Vende de monte! Mas ninguém quer essa capa.</p>

<p>Não sei que desculpas absurdas dariam para isso, mas pelo menos não fui o único <a title="&quot;ok, aceito a capa especial da cleo pires. isso de mulherão anos 80 me conquistou. presente fora de época sempre bom&quot; por @pstolen" href="http://twitter.com/pstolen/status/19962135779" target="_blank">a gostar</a>. A <a title="Qual opção de capa você prefere?" href="http://ego.globo.com/Gente/Fotos/0,,FTE830-15707-1,00.html" target="_blank">enquete no site da Globo</a> mostra, enquanto escrevo, que 44% dos votantes concordam com a gente.</p>

<p>Qual o charme dessa capa? Além de ser inesperada, bem fora dos padrões da revista, há uma ótima composição.</p>

<p><a href="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2010/08/PB423CAPAalternativa_tercos.jpg"><img style="display: inline;" title="PB423CAPAalternativa_tercos" src="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2010/08/PB423CAPAalternativa_tercos_thumb.jpg" alt="PB423CAPAalternativa_tercos" width="364" height="480" /></a> Considerando a regra dos terços, a silhueta se acomoda no terço vertical central, enquanto suas formas mais destacadas do todo, o seio e o cabelo, vazam para os terços adjacentes. O primeiro terço horizontal abriga o pescoço e o rosto em que a língua de fora cria formas mais interessantes do que o cabelo. Sem falar na ironia da perna do “Y”.</p>

<p>Os dois grupos de texto se penduram sobre as divisões do primeiro e do segundo terços horizontais.</p>

<p>O peso da capa é equilibrado pelo logotipo no topo e o nome “Cleo Pires” sobre a divisão do segundo e terceiro terços. Ambos em vermelho. Só lamento a fonte escolhida. Seria melhor escrito a mão, para evitar a repetição de formas nas letras. Apesar de cursiva, qualquer fonte parece mecânica demais diante de formas tão orgânicas no fundo.</p>

<p><a href="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2010/08/PB423CAPAalternativa_diagonais.jpg"><img style="display: inline;" title="PB423CAPAalternativa_diagonais" src="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2010/08/PB423CAPAalternativa_diagonais_thumb.jpg" alt="PB423CAPAalternativa_diagonais" width="364" height="480" /></a> As diagonais e os quadrados implícitos da capa são ainda mais interessantes. O eixo da silhueta e a língua se apóiam sobre a vertical central da capa. A diagonal do quadrado inferior liga o seio e a nádega. Já a do quadrado superior, liga o seio e o topo da testa. Uma diagonal da capa completa divide a silhueta do cabelo e do torço. Acima do quadrado inferior, flutuam o rosto e a língua estendida.</p>

<p>Fico feliz pelo texto ter sido distribuído apenas no lado direito, de forma a valorizar a bela composição.</p>

<p>Belíssima capa. Espero que não encalhe nas bancas. Porque o resto da revista, pela fama da modelo e pela qualidade das fotos, não vai encalhar mesmo.</p>
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		<title>Duas revistas semanais, o Haiti e a mesma foto</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 19:05:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sobral</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na fila do caixa do supermercado olhei para o lado, me surpreendi e me incomodei. Na semana passada, o Haiti caiu para dentro de um terremoto absurdo. As imagens, os sons e tudo o mais do país viraram um monte de pó e escombros. Nesse semana, duas das maiores revistas semanais do Brasil escolheram a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na fila do caixa do supermercado olhei para o lado, me surpreendi e me incomodei.</p>

<p>Na semana passada, o <strong>Haiti</strong> caiu para dentro de um terremoto absurdo. As imagens, os sons e tudo o mais do país viraram um monte de pó e escombros.</p>

<p>Nesse semana, duas das maiores revistas semanais do Brasil escolheram a mesma foto para suas capas. Uma excelente foto na minha opinião.</p>

<p><a href="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2010/01/Capa_escolhida11.jpg"><img style="display: inline; border: 0px;" title="Capa_escolhida1" src="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2010/01/Capa_escolhida1_thumb1.jpg" border="0" alt="Capa_escolhida1" width="217" height="286" /></a>Acho que vi primeiro a da <a href="http://www.revistaepoca.com/">Época</a>. A melhor mesmo dentre todas <a href="http://colunas.epoca.globo.com/fazcaber/2010/01/15/conheca-as-opcoes-de-capa-da-semana/">as opções</a> preparadas. Então percebi aquela tipologia quase <em>egípcia</em>. Sim, eu também acho “egípcia” um nome bisonho.</p>

<p>Voltando ao assunto. Afora considerar o escurecimento em volta da imagem desnecessário, foram aquelas letras o meu maior incômodo. Não deveriam estar lá. Evocavam muitas ideias, mas não morte, solenidade, tristeza, morbidez. A <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Slab_serif">tipologia egípcia</a> apareceu no século XIX para cabeçalhos de anúncios, pôsteres e cartazes, com algumas exceções mais notáveis como corpo de texto de alguma fase do <a href="http://www.guardian.co.uk/">The Guardian</a> e em máquinas de escrever. Eu chamaria de uma escolha infeliz para um assunto já por demais infeliz.</p>

<p><a href="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2010/01/capa3801.jpg"><img style="display: inline; border: 0px;" title="capa380" src="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2010/01/capa380_thumb1.jpg" border="0" alt="capa380" width="222" height="286" /></a>E da prateleira de baixo a <a href="http://www.veja.com.br/">Veja</a> se mostrou com a mesma foto. Dessa vez sem o escurecimento. A briga entre o logotipo e as ferragens e o cimento foi ignorada em prol do impacto cru da foto. Dane-se o prejuízo na leitura do logotipo: a imagem mereceu se estender pela capa inteira.</p>

<p>A tipologia, então… Que maravilha. No primeiro instante reconheci como <strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Baskerville">Baskerville</a></strong>. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/John_Baskerville"><em>John Baskerville</em></a> deixou sua destreza em desenhar fontes comprovada em diversas lápides, dentre centenas de outras coisas, e foi a primeira coisa que me veio à mente: a lápide no túmulo do Haiti. Posso estar errado quanto ao nome da fonte, mas não estou no quão solene ela é. Melhor ainda, está numa disposta numa composição discreta, assimétrica, alinhada com as marcas de pó na mão morta. Num corpo apenas grande para ser lido à certa distância. Perfeita escolha!</p>

<p>Puxei a revista e… O que aquela simpática senhora faz acenando ali embaixo? Sim, claro que a morte de <em>Zilda Arns</em> é importante. Mas enquanto a Época deu-lhe um lugar de destaque e em casamento adequado com a capa, apesar das críticas que já fiz, a Veja não só interrompe a foto que ‘sangrava’ por todas as margens, como também estraga completamente a sensação promovida nos primeiros momentos. Não sei se por motivos de marketing, que, sim, importa até nesses momentos; ou por… Não sei! Sei apenas que essa concessão criou uma ironia bizarra.</p>

<p><a href="http://www.robsonsobral.com/wp-content/uploads/2010/01/capa3801.jpg"></a></p>

<p>Desconheço a rotina de trabalho das duas revistas. No máximo já cumprimentei o Marcos Marques, cujo sobrinho é meu amigo. Tampouco conheço bem suas identidades já que há séculos não as leio. Olhei apenas para os resultados obtidos por cada uma. E… Por mim, a Veja cedeu o empate nos quarenta e três do segundo tempo.</p>
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